Elvis The Pelvis

16 Ago

Com sua voz possante, que alcançava notas difíceis para um cantor popular, o jeito de galã de cinema e o extravagante modo de dançar, Elvis tornou-se um dos maiores, se não o maior, ícone da cultura popular mundial do século XX. Desde domingo, milhares de fãs de todo o Mundo reuniram-se em Memphis para assinalar o 33º aniversário da morte de Elvis Presley. A agência Associated Press informa que a homenagem, que começou no domingo, durou toda a madrugada desta segunda-feira. A cerimônia teve lugar à frente da mansão Graceland, onde o Rei do Rock and Roll viveu e se encontra sepultado. Nessa hora, eu penso: ôh vontade de estar lá. Abaixo algumas fotinhas lindas do Elvis e um poster do primeiro filme, Love me Tender.  Estou pensando em homenagear a morte dele, assistindo a todos os filmes (adoro). Post totalmente Vintage feelings esse.

 

Sim, o rei.

 

 

 

Visite: http://www.elvis.com/

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Sol Inclemente/ Seca Agonizante

13 Ago

 

Essa foto é de um italiano premiado no World Press Photo de 2009.

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Aqueles dois

27 Jul

Semana passada vi uma peça maravilhosa chamada “Aqueles dois”, da companhia mineira Luna Lunera. O espetáculo é uma adaptação do conto de mesmo nome do Caio F. Abreu, um escritor falecido da leva que gerou Cazuza, Lispector e outros gênios. Pois bem, não posso deixar de comentar o quão maravilhoso é, para alguém que admira teatro, ver uma adaptação tão genial. Um conto simples, profundo, que conseguiu virar uma peça, sem clichês, com inovação e sensibilidade.

De início uma surpresa, aqueles dois viram aqueles quatro, e fazem crer que os mesmo sentimentos de solidão, almas desertas desse mundo cada vez mais rápido, é sentido por muitos outros, muitos aqueles dois… Muitos “nós dois”… A peça se transforma em uma mistura de citações, representações, arte em desenhos, arte em músicas, arte em risadas.

Então, clica aqui pra ler o conto, que é bem curtinho e muito sensível. E veja abaixo algumas fotos da peça da Cia Luna Lunera. Se a peça aparecer na sua cidade, recomendo!

Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra — talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou.

(retirado do conto “Aqueles dois” do Caio F. Abreu)

Sútil llegaste a mí como una tentación llenando de ansiedad mi corazón.

(Tú Me Acostumbraste – Luis Miguel)


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American Splendor

23 Jul

Morreu este mês aos 70 anos, Harvey Pekar- autor da série de quadrinhos American Splendor. Ele  foi um dos primeiros escritores a acreditar que a vida real poderia ser uma fonte para histórias em quadrinhos. As histórias tradicionalmente povoadas por aventuras fantasiosas passaram a ser mais humanizadas por isso a série se tornou cult e ganhou notoriedade. Pekar era incapaz de desenhar por isso fez parceria com o famoso Robert Crumb, outros artistas também trabalharam com Pekar, como Gary Dumm e Frank Stack. O que quase ninguém sabe é que Pekar não era só amarguras e paranóias: foi um erudito crítico literário e de jazz.

De um modo geral, os quadrinhos apresentavam fatos tragi-cômicos em volta dos problemas mundanos e as frustrações da vida cotidiana, adaptados da forma mais precisa possível para os quadrinhos.Ele retratava o cotidiano da classe trabalhadora americana. Harvey Pekar não só foi autor, mas também personagem principal. Durante 40 anos, trabalhou como arquivista num hospital de veteranos, passando para o papel os seus problemas diários- havia espaço para tudo. Suas histórias foram adaptadas para o teatro e cinema.

Abaixo o Trailer de American Splendor, filme baseado nos quadrinhos e na vida de Pekar:

 

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Conto do Amor e contos outros

20 Jul

Acabei de saber via Don’t Touch My Moleskine que o Contardo Calligaris –  escritor, psicanalista e colunista do jornal “Folha de S. Paulo”-  está postando coisas lindíssimas no twitter dele. Coincidência porque acabo de ler  O Conto do Amor do Calligaris. É um romance fascinante com uma escrita que prende e um desfecho bom que muito me agradou.

O livro tem um sutil ritmo de triller, pouco antes de morrer, um pai faz ao filho um psicanalista, que atende pacientes em Nova York uma revelação: a de que em outra vida teria sido ajudante do pintor de afrescos no convento de Monte Oliveto Maggiore, na Itália. Esse é o ponto de partida de uma trama complexa, envolvendo um caso amoroso em meio à Segunda Guerra e seus desdobramentos daquela época até o presente.  Nesse caminho por vezes tortuoso, mas repleto de recompensas, o protagonista se surpreenderá ao perceber que suas descobertas apontam também para o futuro e que nele ainda há lugar para paixões que podem mudar sua vida. Também achei que essa busca pela verdade por traz da história do pai desencadeia uma valorização à família.

Um trechinho do livro aqui.

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História de um amor

19 Jul

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.

Trecho de Carta a D. – História de um amor, de André Gorz.

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Pornopopéia

17 Jul

Não, a memória não é nada disso. Acho que ela parece mais um oceano agitado por ondas aleatórias de angústia e dor a encobrir imagens perturbadoras em fuga através de fronteiras imprecisas nos substratos mais profundos da mente humana, como no “Império dos Sonhos”, do Lynch. É isso: a memória é um pesadelo fílmico do David Lynch. Não é à toa que ela vem com um dispositivo autolimpante – o esquecimento.

Reinaldo Moraes – “Pornopopéia”

Reinaldo Moraes está sendo uma surpresa pra mim, é o primeiro livro que leio deste autor e estou adorando, está sendo uma das melhores leituras deste ano para mim. Um livro fascinante, onde acontecem um milhão de coisas ao mesmo tempo. Com trocadilhos, gírias e palavrões. O livro fala sobre as experiências de vida de um cara, espécie de cineasta frustrado que acha que a vida é um Play, mas o cara só se ferra. Individualista, o personagem busca pazer imediato em todas as suas relações (bem essa forma de se relacionar pós-moderna que já falei num post sobre cinema oriental).  Sua história cai no colo de  um escritor que entra a força na vida do outro, sem jamais dar as caras, embora bastante presente no romance. Pra entender melhor isso, só mesmo lendo a bagaça  – como o autor se refere ao livro.

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Escape

17 Jul

Um lugar de escape (via Natural Blues)

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Ontem conheci Camila

16 Jul

Camila Lopes é uma jovem blogueira com desejo de se tornar escritora. Intensa, ela se joga na vida, nas paixões, nas drogas, na bebida, nas palavras… A história -seria ficção?- de Camila é contada no filme Nome próprio, baseado em dois livros da escritora brasiliense Clarah Averbuck (“Máquina de Pinball” e “Vida de Gato”).

A primeira cena já é forte. Leandra Leal nua, sendo expulsa. O namorado que foi com ela pra São Paulo a encontra com outro. A partir disso, a história se desenrola com a busca de Camila pela palavra, pelo que ela é, e pelo seu caos, que acaba se tornando sua ordem.

O filme, que não chegou a ser exibido em muitas salas de cinema, ganhou três prêmios no Festival de Cinema de Gramado e agora chega em DVD. Estava procurando por esse filme há um ano, e sem conseguir achá-lo, me rendi ao download na rede.

Pra quem ainda acredita no cinema brasileiro, pra quem quer acreditar, e pra quem adora se surpreender, eu recomendo. Além de a estética ser diferente e atual, a trilha sonora é ótima e os atores parecem estar vivendo a intensidade de cada personagem- especialmente a Leandra Leal. Segue abaixo uma foto do filme, duas citações, e o link do blog do filme, que está cheio de cenas cortadas, citações, entrevistas e notícias.

“Nada nunca dá certo de vez. Eu sei. Tudo termina sempre acabando. Só o fim permanece. O fim eterno de todas as coisas. Então, me dissolvo antes do fim. Eu me dissolvo.”

“Eu não quero mais dormir sem você. Nunca mais. Eu pedi pra você não largar a minha mão e, mesmo dormindo, você não largou. Eu estou com medo. Você é perfeito pra mim. Muito. Todo. Da voz ao tamanho do pau. Agora eu não acho nada, não penso nada, não quero mais saber de nada. Eu me abandonei em você.”

(citações do filme “Nome Próprio)

Blog do filme: clica.

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Hit Print

15 Jul

Vídeo feito por Tom Wrigglesworth e Matt Robinson, sensacional.

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